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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Tá decidido

A dificuldade de escrever sobre você é a dificuldade de decidir sobre você.
Não quero que será mais uma coleção de textos arquivados.
Não quero que seja uma inconsequente historia de amor.
Não quero que seja só tesão.
Quero colo. Atenção!
Devo estar maluco, bêbado, drogado. Onde já se viu?
Talvez pensar não seja necessário o fato que não há anjo da guarda que me salve do seu olhar, ou cupido que resista ao seu sorriso.
Se são só palavras, talvez bem colocadas, não sei. Sei que sem seu bom dia não dá, menos ainda se o seu boa noite não chegar.
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Se pedes em oração para que te livre de todo o mal, peço que não seja o causador dos teus problemas.
O amor é bom, mas peca...
Tipo religião na boca de quem mau prega.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Tempo x Paciência

Fazer alguma coisa da vida enquanto a vida não faz alguma coisa de você. Assim minha cabeça me faz pregar no sono, ou não.
Nem sei ao certo o porquê estar pensando nisso.
Mal sei o porquê escrever as 2:00h da madrugada.
Muitos desejos, para todos vários impedimentos. Confesso que a maioria tem como fonte minha preguiça.
Só sei que queria uma alimentação mais saudável, largar o cigarro, perder quase 10kgs, transar com a garçonete da lanchonete, casar com a virgem, adquirir um carne de prestações que mais parece uma bíblia, riscar mais alguns desenhos e talvez escrever alguma frase significativa no corpo.
A única coisa que sei é que o desespero e a tristeza movem meus pulsos sob o caderno.
Fazer alguma coisa da vida, antes que a vida faça alguma coisa de mim.
Ainda não plantei uma arvore, não escrevi um livro e não tenho filhos. Não me casei para saber o preço do divorcio.
Se ao menos tivesse saltado de pára-quedas...
Quero da vida o que a vida espera de mim.
TEMPO!!!

domingo, 1 de dezembro de 2013

Voltando a atividade

E de repente o coração te avisa que ainda esta funcionando. Daquele jeito todo estranho e irracional que sempre funcionou, mas que você pensava ter consertado o problema na ultima vez em que colocou o dito cujo em manutenção.
E de repente a criatividade aparece, fazendo suas mãos trabalharem em velocidade acelerada para não perder o ritmo da inspiração, como a muito já não fazia. Chegam a doer os dedos e o punho que faz aquele barulho deslizando pelo caderno. Saudade deste som.
E então as coisas voltam a fazer sentido.

domingo, 15 de setembro de 2013

Eterno romantismo volátil

Ser um romântico...
Paro, penso e tento organizar todas as definições que tenho para um simples adjetivo. Levar flores para sua mulher se tornou obrigação, mas aceitável a normalidade de chegar de mãos vazias e mau humorado. Alianças servem para enfeitar dedos e atrair concorrência,  como se houvesse concorrentes para as escolhas da alma. Não defini se o "eu te amo" banalizou ou se extinguiu. Abrir a porta do carro, ao mesmo tempo que é ofensa, é a imagem do homem perfeito. Corpos, desejos, pele, desfile de mãos dadas, pele, sexo..."foi só sexo". Eu que já chorei pelo amor, na felicidade e na tristeza, não aceito nada que seja menos doloroso e revigorante. 
Começo a pensar que romantismo não passa de respeito, carinho, atenção e paciência em doses homeopáticas. 

domingo, 1 de setembro de 2013

Novidade

Não posso errar, não com você.
Seu sorriso não pode dar lugar a lagrimas.
Algo singelo e tão complexo, como pode?
Num corpo novo, cheio de inexperiência.
Se não for pela incerta certeza do amor, não seguro tua mão. Expor-te sem poder proteger-te, não é digno de teu beijo.
Te quero, te preciso, te conquisto.
Um desafio a minha razão.
Uma solução para o meu coração?
Não sei quem sou, ou, como sou.
Sei que sente também.
Por você faria tudo.
Por você, não consigo nem ter atitude.
Vou te beijar...
Um dia, vou te beijar.

sábado, 15 de junho de 2013

Prece

Sofro porque sofro
Sou o que tenho que ser
Que minha dor se transforme em lagrimas
Que estas caiam aos montes
Que marquem o solo que pisei
Empoçam sob meus pés.
Que com os pés molhados eu faça pegadas.
Para nunca esquecer
O caminho que percorri
Para nunca esquecer
Olhando cada poça
As momentos em que parado chorei
Em silencio sofri
Em prece pedi.
Rogo a deus não a piedade
Não ao alivio do peso da cruz
Mas sim,
A tua presença comigo, a força
Que me da para continuar
Pois, do contrário
Na primeira poça
Já estaria afogado

domingo, 2 de junho de 2013

Suplica

Madrugada que chega trazendo angustias antiga e enfraquecendo amores novos.
Dores que já não sinto por serem constantes, já fazem parte do meu dia, sou capaz até de camuflá-las.
Problemas pequenos que despertam sofrimentos agudos me jogam ao chão e me deixam imóvel.
Ainda consigo erguer os olhos ao céu suplicando a presença de arcanjos armados com espadas e escudos.
Pensamentos controversos bombardeando meu ego.
Já não sei lidar comigo mesmo. 

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Shiuu

Não quero ser entendido.
Não quero ser comentado.
Não quero sua pena.
Não quero seu amor.
Não quero sua interpretação.
Se busco no silencio da escrita, sozinho em meu quarto um sentido para os meus pensamentos, não venha questionar meus parágrafos.
Não sou verso.
Não sou prosa.
Não sou música.
Não tenho melodia.
Se assim fosse, estaria cantando minha dor como fez cartola.
Meu aconchego está em seu conflito, pois, só assim, tenho como medir a relevância que minhas palavras e minha presença têm nesta experiência errante que é a vida.

domingo, 5 de maio de 2013

Repetidas doses de eu mesmo.


Minhas inspirações surgem em noites solitárias.
Minhas angustias dos dias vazios.
No caderno já não consigo ser autor dos meus próprios textos.
No amor, poeta dos teus desejos.
Reparar o passado para reformular o futuro pode ser o meu grande erro, talvez, só me de conta disso relendo este texto daqui a doze anos.
Tenho medos que nunca tive. Será o peso da idade?
Uma imensa sombra se espalha em meu caminho, vejo o sol tentando, ainda que tímido, buscar espaço e me indicar um confuso traçado.
Sem minha fé não conseguiria enxergar. Para os céticos, o nome disso é esperança.
Apesar de tudo o que de ruim vem me acontecendo, não consegui me deprimir, até gostaria, pois seria mais fácil de justificar a minha não vontade de levantar da cama. Seria mais fácil explicar os cigarros. Seria mais fácil explicar a garrafa vazia pela manhã.
Prefiro apenas me colocar como um aquariano excêntrico e incompreendido que atravessa uma fase de aprovações intensas e questionamentos severos sobre sua passagem na terra.
Todos os conflitos têm e geram soluções.
Se sou filho de Xangô com Iansã, porque temeria a vida?
Meu elemento é ar, minhas emoções e meus pensamentos,simplesmente surgem, reformam, interagem com o meu corpo inteiro, escrevem,ouvem, sentem, gritam, choram, gargalham e se vão.
Peço que alguém me decifre, não para conquistar-me, mas para eu saber como não posso ser.

sábado, 4 de maio de 2013

boêmio


Desconfie das mulheres que não tem vícios,
Das que não sambam,
Das que não gozam de uma boa mesa de bar.
Sou descendente da boemia,
Não queiras mudar minha batucada.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Só o samba entende


Tenho a vontade de levantar um sábado de manhã com o sol entrando na janela e mal conseguindo abrir os olhos devido à ressaca começar a me perguntar em qual momento foi que eu consegui colocar esta bela morena em minha cama.
Quero sentir a sensação de vazio invadindo meu peito ao me levantar e ver que ela está tão interessada nessa pergunta quanto eu.
Sensação boa de encontrar a camisinha no lixo do banheiro.
Ouvir ela me perguntando sem graça meu nome enquanto passo um café. Satisfatório.
Por segundos imaginar o rosto da mulher com quem realmente gostaria de acordar nas manhãs de sábado.
Esconder embaixo de uma estrutura inabalável e mentirosa que não te quero, não preciso dos seus beijos e carinhos todos os dias, sorrir e dizer que não amo, não gosto, não tenho ninguém. Assim vou me formando um sedutor, um alvo, um inimigo de mim mesmo.
Preciso de bundas novas para esconder o quão frágil eu sou.
Preciso de rostos desconhecidos para alimentar meu ego e minha auto estima destruídos pela sua indecisão e insegurança.
Um banho, uma roupa bem escolhida, um perfume bem comprado e um Wisk sem gelo.
Alguns trocados no bolso, meus cigarros e o zippo da coleção do meu avô.  
No samba vou derramar minhas angustias. 

Óbvio


Talvez eu não só sinta.
Talvez eu pense.
Talvez não escreva sobre o nosso amor.
Talvez fantasie um.
Talvez eu até pare de escrever.
Talvez eu escreva um livro.
Talvez eu experimente alguma droga.
Talvez eu me entorpeça com seu beijo e me satisfaça.
Talvez eu case contigo.
Talvez eu case com a minha primeira namorada.
Talvez, seja qualquer coisa, indefinida, confusa.
Talvez só imaginação fértil.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Lixeira


Não procure alguém para esquentar seu coração,
Procure alguém para esquentar seus pés à noite.
Coloque um fundo com tema romântico nesse verso e seja uma corrente de e-mail.
É mais fácil aguentar uma encaminhada à lixeira dessa forma.
Problema é quando o pé na bunda não dói, alivia.
Sinto por ti, que ouve um “te amo” depois do “boa noite”.
Que durmam sem roupas, jogados um sobre o outro, imediatamente.
É mais fácil de apaixonar.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Palavras


Jogue palavras em uma folha.
Jogue sentimentos em um poema primário, aqueles versinhos que você fez para a professora quando ela começou a te explicar o que era uma rima, um conto, uma literatura infantil.
Brinque com seus sonhos escrevendo histórias simples, com começo, meio e fim. Iguais ao Maurício de Souza quando resolveu mostrar ao mundo que a infância é a melhor fase da vida.
Apenas jogue palavras em uma folha.
Iguale suas paixões aos escritos de grandes escritores, mesmo sem nunca ter lido uma obra de extremo apreço literário.
Relate os momentos em que preferiu uma garrafa de vodka barata e um cigarro paraguaio a um encontro com aquela mulher que já não mais faz sua cabeça desgrudar do pescoço.
Conte aquela vez em que seus amigos se reuniram e viraram a noite contando historias dos tempos em que comedor era o gordo da turma. Mesmo que o gordo seja você.
Em qualquer momento, jogue palavras em uma folha.
Lembre, relembre, projete, sonhe...se foda.
Mas nunca deixe de largar palavras em uma folha.
Se ela já estiver riscada, sublinhe, pois, alguém já sentiu dores que só o papel teve capacidade de ouvir.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Amor e céu


O louco,
Depravado,
Incurável.
Platônico,
Suicida.
Irônico.
Desbocado,
Obsceno,
Injustificado.
O amor dos que sentem,
Dos que se entregam.
Jogados ao sentimento.
O amor é uma mata fechada
Com troncos grossos e raízes saltadas,
Insetos asquerosos.
Mato coçando as canelas.
Aquele gramado, lindo,
Com coelhos brancos,
Borboletas e pássaros
É o céu.

domingo, 24 de março de 2013

Chore


Deixe a lagrima escorrer,
Faz bem, pois da vida
Não se pode correr.
Porem, nada me impede
De chorar, entristecer.
Deixe-me continuar sendo
O que eu quero ser,
Mesmo se não souber
O que ou quem.
Deixe meu sorriso
Estampado em seus olhos.

domingo, 17 de março de 2013

Entre


Entre a lágrima que escorre e o sorriso que se abre, existe uma vida.
Entre a letra e a música, uma historia.
Entre um sonho e uma realidade, uma batalha.
Entre o sim e o não, uma decisão.
Entre o céu e o inferno, um julgamento.
Entre o inicio e o fim, um caminho.
Se os “entres” não existissem
Eu nunca chegaria até você.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Amanhã


Amanhã quero acordar cedo e ir logo cortar meu cabelo, preciso me lembrar de comprar o jornal de empregos.
Amanhã quero almoçar sozinho, no máximo, com um amigo. Se não der para pensar na vida enquanto molho o pão na gema do ovo, que ao menos converse coisas inúteis e discuta sobre o futebol do final de semana.
Amanhã o que não quero é dormir a tarde inteira, nem que se já para ficar vendo a reprise da novela de Dois Zero Zero Meia.
Amanhã estou pensando em ver o por do Sol.
Sentar em alguma grama ou no alto de um escorregador e esperar, até me dar conta que o dia acabou.
Amanhã, quando já for noite, vou tirar os tênis, as roupas, sentar embaixo do chuveiro gelado e me imaginar em alto mar.
Amanhã não quero jantar, não posso mais engordar, vou só comer uma ou duas frutas...se ao menos tivesse companhia para brindar...
Amanhã queria mudar minha história.

sábado, 2 de março de 2013

Decifra-te/me


É como se a gente não soubesse como chegamos até aqui.
Sem sabermos onde erramos ou até mesmo se erramos.
Quando acertamos e se acertamos.
Apenas a duvida de não saber se estamos no caminho certo ou apenas fracassando na tentativa infundada de suprirmos nossas carências e necessidades físicas um com a fragilidade do outro, um uso capiau das emoções declinadas por outros peitos nos quais nos encostamos.
Se amar sem ser amado não convêm, amar sem amor jamais seria tolerado.
Ou será que já aprendemos o que é o amor?
Deciframos o código da vida amorosa.
 Gostaria de uma expressão em nossa língua para “myself”.
Afinal, nossa existência é uma incrível viajem de descoberta de nós mesmo, sendo assim, quando descobrimos quem somos, temos apensar que escolher uma pessoa com quem suportaríamos viver uma vida inteira.
Talvez ate, seja valido largarmos relacionamentos e irmos experimentando bocas, corpos, sentimentos e desejos por ai.
Quem sabe o que temos que fazer?
Quem garante que farei de ti minha ultima mulher?
Quem me diz que é certo carregar-me junto a ti por toda essa vida?
Acho que nem eu mesmo aguento tal fardo.
Experimentamos a vida como a física. Uma incrível sucessão de tentativas e erros, observações, teorias, cálculos e decisões fundamentadas em nossas incertas intuições. 

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Rasga-te


E então você faz um pedido,
Desejas ter um desejo atendido.
Pronto...
Acabou a magia.
E então você faz uma proposta.
No silêncio, suplica uma sincera resposta.
Pronto...
Sua agonia acabou. Negativa.
Então,
Jogue suas emoções peito afora,
Declara-te,
Rasgue-te,
Humilha-te.
Pronto...
Talvez ela considere seu caráter,
Julgue bonita e romântica sua atitude.
Parabéns.
Acabará de condenar sua existência.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

26 completos!


Ao invés da vela, acendo um cigarro.
Ao invés da chama, sopro a fumaça.
Não estou feliz,
Ou,
Não tenho motivos para estar triste?
Talvez nunca consiga responder.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Encantos desse mar


Está ali um corpo jogado na areia,
Como quem diz que amou a noite inteira.
Ao seu lado,
Parece-me
Uma sereia. Morena.
Uns aqui em volta dizem que foi ele.
Jogou-se ao mar por já não suportar
Aquela velha e doída dor de amar.
Alguns me dizem que foi ela.
Atirou-se na areia pensando que fácil seria
Aprender a andar e seu amor amar.
Eis que vem, de longe, remando um barquinho.
Todo de branco, tinha até um bonézinho.
Dizia baixinho.
“Foi ele, foi ele...
Atirou-se e nadou, até que ao fundo chegou”
Virou para o outro lado levantando seu remo.
“foi ela, foi ela...
Não suportou, o trouxe de volta e na areia ficou”
Colocou-os em seu barco, retornou e se foi.
Ainda há boatos por essas bandas,
Que estas águas são perigosas.
Mistérios e suspiros a beira mar.
Se aquele dois se amaram
Com certeza agora,
Anos depois,
Juntos estão boiando ou ao fundo
Desse azulado mar enfeitiçado.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Mais uma madrugada


Uma Madrugada qualquer com uma letra caprichada no caderno acompanhado de cigarros, o bom livro que escolhi e um copo d’água bem gelada me fazem pensar no meu silencio.
 Já não me é suficiente guardar as palavras em minha mente, pois os pensamentos que deveriam nela não estarem, insistem em martelar e esmagar minhas certezas.
Hoje, pela primeira vez, ouvi alguém dizer que não deveria escrever tanto sobre mim, deveria fantasiar e poetizar minhas angustias como se escrevesse sobre um amigo meu, ou até mesmo, sobre um desconhecido, um humano qualquer.

Não me fez muito sentido, confesso.

Hoje quero ser literal, carnal, animal.

Nos meus devaneios solitários, descubro que meu amor assume uma postura única de desespero. Desejo latente de ser amado e ter uma mão para acariciar aos domingos assistindo a televisão, jogados no sofá.
Se peco ao escrever sobre mim, deverias ver como escrevo sobre nós.
Vamos Cartola, hora de dormir. “queixo-me as rosas, mas que bobagem...”

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Aprender


Do jeito que apareceu ficou,
Do jeito que voltou se foi.
Se Noel perguntava quando pagariam pelo seu samba,
Gostaria de saber quando custa minha verdade.
Mais uma para trás.
Se fosse na brincadeiras dos moleques na rua,
Já teria perdido o taco.
Não da para ser engraçado o tempo todo,
Mas assim como Cartola,
Aprendi a sorrir para disfarçar minhas dores.
Só preciso aprender com o Chico,
Como escrever sobre varias mulheres
E ainda,
Ter tantas outras com olhares apaixonados voltados a mim.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Quero minhas surpresas


Volto aos dilemas da vida após a tormenta de um novo amor.
Quem sou, como fico, com quem vou. Para onde e por quê?
Não tenho respostas para tudo, só sei que continuo na vida cotidiana sentindo o drama de um samba velho, acompanhado pelo choro de um violão bem afinado, segundo ouvidos aguçados.
Como diziam os velhos, depois da tempestade sempre o sol virá. Aquecer e se entregar, só se for com você, caso contrário, continuo o solteiro convicto de que o amor me guardou surpresas interessantes na vida e só o que me resta fazer é continuar a caminhada.
Voltei a colocar meu skate no asfalto e meu peito em conserva.
Amo-te, apenas escolhi não sofre por ti.
Nosso espaço e nosso tempo. 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Desabafo


Os dias passam bem, cabeça cheia, trabalho, amigos, conversas, negócios...
A noite é sozinha e a madrugada avassaladora.
Meu coração já não suporta sua ausência,
Já não é uma questão de pedir ou querer.
Oito tipos de desespero, quatro de ciúmes, cinco de excitação, vinte e três de tristeza e uma única felicidade...sonhar com você ao meu lado.
Pedirei conselhos ao Carpinejar,
Ouvirei Frank Sinatra,
Lerei Cecília Meireles.
Assim, pelo menos, serei um rejeitado com alto teor de amor próprio.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Digo e Repito


Razão,
Emoção,
Confusão,
Distorção.
Sentimento,
Menosprezo,
Rompimento,
Sensação.
Alivio? Dor?
Paixão!
Conflito, restrito.
Digo e repito.
Não quero te querer,
Sonho em ter
Ainda
Seu beijo,
Corpo,
Seios.
Peregrinação,
Coração,
Meu colchão.
Teu sexo,
Sua mão,
Nosso perdão.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

E ponto final?


Azar o seu ter atravessado meu caminho quando o samba que tocava nos meus ouvidos me trazia o amor para perto, os poemas faziam mais sentido e as palavras já me mostravam o caminho do seu coração.
De onde vem essa dor que aniquila minha razão?
Eu nunca a vi, nunca senti o sabor dos teus beijos e mesmo assim tenho uma certeza crescente em mim que seria feliz ao teu lado.
A receita para uma desilusão amorosa se resume ao que vivemos e ao que você é hoje.
Somos almas gêmeas, mas não as metades da laranja, soamos mais como copo e a cerveja, o samba e a noite o perigo e o sexo! Aquela ingrata surpresa do destino de apresentar seu grande amor e revelar seu potencial, mas antes da hora.
Seria um grande egoísta em tirar você do seu momento, serei ainda um grande mentiroso se dissesse que não o faria e não o desejo.
Poderei estar com outra mulher e receber a noticia que tem outro homem deitado em sua cama, ainda assim, estarei perguntando como foi o seu dia.
Falta-me habilidade para escrever um samba, um poema ou um livro, mas o título eu já sei e a inspiração já sofri. 
Disse na ultima carta que não falaria novamente.
Dobro meus joelhos sobre o orgulho e grito:
- Te amo e eternamente vou amar.
Azar o meu teres atravessado meu caminho no teu momento mais carente, mais charmoso, mais atraente.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

In The Wee Small Hours Of The Morning

In the wee small hours of the morning
While the whole wide world is fast asleep
You lie awake and think about the girl
And never even think of counting sheep

When your lonely heart has learned its lesson
You'd be hers if only she would call
In the wee small hours of the morning
That's the time you miss her most of all

When your lonely heart has learned its lesson
You'd be hers if only she would call
In the wee small hours of the morning
That's the time you miss her most of all






Segue vida, alem dos meus anseios.


Não me cansaria de declarar meu amor, não cesso meus desejos, não os guardo ou reprimo.
Um sofredor nato do amor jamais deixa de amar. Terei uma paixão nova a cada esquina, seja pelas bundas ou peitos, seja pelas pernas ou vestidos, seja pela personalidade ou individualidade.
Um eterno amante rabisca na pele suas desilusões, serviram de aprendizado para chegar ao ultimo nível de seu romantismo, portanto, não devo me arrepender, amargurar, remoer ou esquecê-las.  
Terás meu amor eternamente, cada uma das moças que levaram minha vida a um novo nível, ainda não definido se para cima ou para baixo. Às vezes penso que para o amor verdadeiro surgir é preciso estar no mais baixo nível emocional, a mulher certa é a que jogará a corda para puxar seu corpo já sem vida para o topo do mundo, sem você notar se quer a medida da sua cintura.
Deixo-me levar por qualquer emoção que me desperte um sentimento.
Deixo meus medos de lado a cada beijo recebido.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Fale


Se tentas me esquecer,
Por favor, avise-me.
Assim, posso fazer-te mudar de ideia.
Se decidir não ser mais a minha garota,
Imploro um sinal.
Pelo menos poderei mentir
E conquistas a cerveja as sextas contigo.
Finjo ser apenas um bom amigo!
Se tiveres outro homem, cale-se!
Suma.
Agora,
Se já não me amas como dizia outro dia
Não posso mais reconquistar-te.
Terei o sexo de tua melhor amiga,
Seu amor.
Serás convidada ao casamento.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

A carta que jamais deveria ter escrito


Desde que comecei com essa coisa de escrever resolvi que isso ia ser minha válvula de escape, minha solução, minha cocaína. Isso acabou tornando-se um diário onde eu abro o computador e jogo um monte de sentimento e uma porção de sonhos.
Existe então, uma ordem cronológica, uma serie de experiências que vem se acumulando com o passar do tempo.
Sem duvida nenhuma os melhores textos que já produzi tiveram seu sorriso como inspiração.
É muito difícil verbalizar o que sinto hoje...
Mas os textos que produzi pra ti jamais serão publicados.
Vai existir uma pasta com o seu nome e nela os quase 40 textos dedicados a você. Uma pasta que jamais será aberta, revirada ou se quer vista. Muito menos excluída.
Não quero desistir de você, mas não posso amar sozinho.
Peço incessantemente que encontre dentro de ti a mulher por quem me apaixonei, a mulher a quem dediquei dias e noite, a mulher a quem jurei amor e fidelidade, a mulher que aceitou casar-se comigo.
Definitivamente eu não preciso dizer o quanto a amo e o quanto vou lutar por ti, mas uma duvida começa a me desconsolar... já não sei se será o suficiente.
Você é uma das mulheres mais especiais que entrou na minha vida e não vai sair dela, não é o meu desejo, nem o seu.
De qualquer forma, meu coração estará sempre aberto para você.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Não se engane


Em cima da motocicleta, em alta ou baixa velocidade, mas em cima da motocicleta.
Rabiscado, desenhado, gibi. Arte, cravada na pele, espelho da alma.
Vodka com gelo, cigarros filtro vermelho, o gosto do meu beijo, teu desejo.
Revolver, na cinta, na frente, engatilhado.
O samba, a vida, o redescobrimento.
O cartão sem limites não me faz a cabeça, sua saia curta muito menos.
Não preciso de muito, não precisa ser muito, então.
Olhos me conquistam, sorriso me desmancha, pernas finas me instigam.
Seu salto me enfeitiça.
Faria-te feliz se estivesse comigo, ou se ao menos, fossemos apresentados.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Bundamolisse.


Rebeldia de esconder a tatuagem do braço com a camisa, o terno e a gravata.
O Inconformismo se limitando ao suco de soja, de maça, na caixinha, de canudinho.
O pedido de socorro acesso, tragado e solto no ar. Sua capacidade revolucionaria de apenas acender um cigarro.
A piada, suja, sem graça, na mesa do bar, fazendo todos rir.
A coragem de apenas levantar da cama todos os dias.
Nossa gente já foi mais interessada, jovem, menos conformada.
Cada vez mais “brava gente” e menos “brasileira”, ou vice-versa.
Já tivemos mais “culhões”.