Sofro porque sofro
Sou o que tenho que ser
Que minha dor se transforme em lagrimas
Que estas caiam aos montes
Que marquem o solo que pisei
Empoçam sob meus pés.
Que com os pés molhados eu faça pegadas.
Para nunca esquecer
O caminho que percorri
Para nunca esquecer
Olhando cada poça
As momentos em que parado chorei
Em silencio sofri
Em prece pedi.
Rogo a deus não a piedade
Não ao alivio do peso da cruz
Mas sim,
A tua presença comigo, a força
Que me da para continuar
Pois, do contrário
Na primeira poça
Já estaria afogado