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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Rasga-te


E então você faz um pedido,
Desejas ter um desejo atendido.
Pronto...
Acabou a magia.
E então você faz uma proposta.
No silêncio, suplica uma sincera resposta.
Pronto...
Sua agonia acabou. Negativa.
Então,
Jogue suas emoções peito afora,
Declara-te,
Rasgue-te,
Humilha-te.
Pronto...
Talvez ela considere seu caráter,
Julgue bonita e romântica sua atitude.
Parabéns.
Acabará de condenar sua existência.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

26 completos!


Ao invés da vela, acendo um cigarro.
Ao invés da chama, sopro a fumaça.
Não estou feliz,
Ou,
Não tenho motivos para estar triste?
Talvez nunca consiga responder.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Encantos desse mar


Está ali um corpo jogado na areia,
Como quem diz que amou a noite inteira.
Ao seu lado,
Parece-me
Uma sereia. Morena.
Uns aqui em volta dizem que foi ele.
Jogou-se ao mar por já não suportar
Aquela velha e doída dor de amar.
Alguns me dizem que foi ela.
Atirou-se na areia pensando que fácil seria
Aprender a andar e seu amor amar.
Eis que vem, de longe, remando um barquinho.
Todo de branco, tinha até um bonézinho.
Dizia baixinho.
“Foi ele, foi ele...
Atirou-se e nadou, até que ao fundo chegou”
Virou para o outro lado levantando seu remo.
“foi ela, foi ela...
Não suportou, o trouxe de volta e na areia ficou”
Colocou-os em seu barco, retornou e se foi.
Ainda há boatos por essas bandas,
Que estas águas são perigosas.
Mistérios e suspiros a beira mar.
Se aquele dois se amaram
Com certeza agora,
Anos depois,
Juntos estão boiando ou ao fundo
Desse azulado mar enfeitiçado.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Mais uma madrugada


Uma Madrugada qualquer com uma letra caprichada no caderno acompanhado de cigarros, o bom livro que escolhi e um copo d’água bem gelada me fazem pensar no meu silencio.
 Já não me é suficiente guardar as palavras em minha mente, pois os pensamentos que deveriam nela não estarem, insistem em martelar e esmagar minhas certezas.
Hoje, pela primeira vez, ouvi alguém dizer que não deveria escrever tanto sobre mim, deveria fantasiar e poetizar minhas angustias como se escrevesse sobre um amigo meu, ou até mesmo, sobre um desconhecido, um humano qualquer.

Não me fez muito sentido, confesso.

Hoje quero ser literal, carnal, animal.

Nos meus devaneios solitários, descubro que meu amor assume uma postura única de desespero. Desejo latente de ser amado e ter uma mão para acariciar aos domingos assistindo a televisão, jogados no sofá.
Se peco ao escrever sobre mim, deverias ver como escrevo sobre nós.
Vamos Cartola, hora de dormir. “queixo-me as rosas, mas que bobagem...”

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Aprender


Do jeito que apareceu ficou,
Do jeito que voltou se foi.
Se Noel perguntava quando pagariam pelo seu samba,
Gostaria de saber quando custa minha verdade.
Mais uma para trás.
Se fosse na brincadeiras dos moleques na rua,
Já teria perdido o taco.
Não da para ser engraçado o tempo todo,
Mas assim como Cartola,
Aprendi a sorrir para disfarçar minhas dores.
Só preciso aprender com o Chico,
Como escrever sobre varias mulheres
E ainda,
Ter tantas outras com olhares apaixonados voltados a mim.