Uma Madrugada qualquer com uma letra caprichada no caderno acompanhado de cigarros, o bom livro que escolhi e um copo d’água bem gelada me fazem pensar no meu silencio.
Já não me é suficiente guardar as palavras em minha mente, pois os pensamentos que deveriam nela não estarem, insistem em martelar e esmagar minhas certezas.
Hoje, pela primeira vez, ouvi alguém dizer que não deveria escrever tanto sobre mim, deveria fantasiar e poetizar minhas angustias como se escrevesse sobre um amigo meu, ou até mesmo, sobre um desconhecido, um humano qualquer.
Não me fez muito sentido, confesso.
Hoje quero ser literal, carnal, animal.
Nos meus devaneios solitários, descubro que meu amor assume uma postura única de desespero. Desejo latente de ser amado e ter uma mão para acariciar aos domingos assistindo a televisão, jogados no sofá.
Se peco ao escrever sobre mim, deverias ver como escrevo sobre nós.
Vamos Cartola, hora de dormir. “queixo-me as rosas, mas que bobagem...”
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