Tenho a vontade de levantar um sábado de manhã com o sol entrando na janela e mal conseguindo abrir os olhos devido à ressaca começar a me perguntar em qual momento foi que eu consegui colocar esta bela morena em minha cama.
Quero sentir a sensação de vazio invadindo meu peito ao me levantar e ver que ela está tão interessada nessa pergunta quanto eu.
Sensação boa de encontrar a camisinha no lixo do banheiro.
Ouvir ela me perguntando sem graça meu nome enquanto passo um café. Satisfatório.
Por segundos imaginar o rosto da mulher com quem realmente gostaria de acordar nas manhãs de sábado.
Esconder embaixo de uma estrutura inabalável e mentirosa que não te quero, não preciso dos seus beijos e carinhos todos os dias, sorrir e dizer que não amo, não gosto, não tenho ninguém. Assim vou me formando um sedutor, um alvo, um inimigo de mim mesmo.
Preciso de bundas novas para esconder o quão frágil eu sou.
Preciso de rostos desconhecidos para alimentar meu ego e minha auto estima destruídos pela sua indecisão e insegurança.
Um banho, uma roupa bem escolhida, um perfume bem comprado e um Wisk sem gelo.
Alguns trocados no bolso, meus cigarros e o zippo da coleção do meu avô.
No samba vou derramar minhas angustias.
Nenhum comentário:
Postar um comentário