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domingo, 5 de maio de 2013

Repetidas doses de eu mesmo.


Minhas inspirações surgem em noites solitárias.
Minhas angustias dos dias vazios.
No caderno já não consigo ser autor dos meus próprios textos.
No amor, poeta dos teus desejos.
Reparar o passado para reformular o futuro pode ser o meu grande erro, talvez, só me de conta disso relendo este texto daqui a doze anos.
Tenho medos que nunca tive. Será o peso da idade?
Uma imensa sombra se espalha em meu caminho, vejo o sol tentando, ainda que tímido, buscar espaço e me indicar um confuso traçado.
Sem minha fé não conseguiria enxergar. Para os céticos, o nome disso é esperança.
Apesar de tudo o que de ruim vem me acontecendo, não consegui me deprimir, até gostaria, pois seria mais fácil de justificar a minha não vontade de levantar da cama. Seria mais fácil explicar os cigarros. Seria mais fácil explicar a garrafa vazia pela manhã.
Prefiro apenas me colocar como um aquariano excêntrico e incompreendido que atravessa uma fase de aprovações intensas e questionamentos severos sobre sua passagem na terra.
Todos os conflitos têm e geram soluções.
Se sou filho de Xangô com Iansã, porque temeria a vida?
Meu elemento é ar, minhas emoções e meus pensamentos,simplesmente surgem, reformam, interagem com o meu corpo inteiro, escrevem,ouvem, sentem, gritam, choram, gargalham e se vão.
Peço que alguém me decifre, não para conquistar-me, mas para eu saber como não posso ser.

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