Jogue palavras em uma folha.
Jogue sentimentos em um poema primário, aqueles versinhos que você fez para a professora quando ela começou a te explicar o que era uma rima, um conto, uma literatura infantil.
Brinque com seus sonhos escrevendo histórias simples, com começo, meio e fim. Iguais ao Maurício de Souza quando resolveu mostrar ao mundo que a infância é a melhor fase da vida.
Apenas jogue palavras em uma folha.
Iguale suas paixões aos escritos de grandes escritores, mesmo sem nunca ter lido uma obra de extremo apreço literário.
Relate os momentos em que preferiu uma garrafa de vodka barata e um cigarro paraguaio a um encontro com aquela mulher que já não mais faz sua cabeça desgrudar do pescoço.
Conte aquela vez em que seus amigos se reuniram e viraram a noite contando historias dos tempos em que comedor era o gordo da turma. Mesmo que o gordo seja você.
Em qualquer momento, jogue palavras em uma folha.
Lembre, relembre, projete, sonhe...se foda.
Mas nunca deixe de largar palavras em uma folha.
Se ela já estiver riscada, sublinhe, pois, alguém já sentiu dores que só o papel teve capacidade de ouvir.
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