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domingo, 2 de dezembro de 2012

Rasgando o verbo

Pra falar o português bem claro e rasgar o verbo como dizia minha mãe...VAI TOMA NO CÚ, mas não é simplesmente no CÚ, é no meio do olho do CÚ.
Não to mais a fim de segurar essa bucha sozinho, não to mais a fim de segura essa bucha de jeito nenhum. To de saco cheio de muita coisa que nem consigo organizar uma ordem de prioridades na minha cabeça.
A televisão me irrita, a música me incomoda e eu não tenho uma porra de vodka na geladeira pra tomar um porre e dormir.
Meu cigarro está acabando e minha força de vontade sendo tragada e virando fumaça no ar.
Em pensar que alguns dias eu tinha um trabalho maneiro, uma garota interessante e uns trocados no bolso, mas parece que tudo o que acontece de bom pra mim não pode durar muito tempo, parece que tudo em que eu coloco a mão da errado e qualquer coisa que eu faça não vai ser mais que a minha obrigação.
Eu to cheio de ter obrigação com todo mundo e ninguém comigo.
Eu to cheio de desabafar comigo mesmo e o teclado já não me agüenta mais descontando a raiva sobre ele.
Quero mais é que vá você e todo mundo pra puta que o pariu, e eu sei que é feio falar palavrão...Foda-se!
Se pudesse pegar em armas agora seria o terror que a sociedade tanto pede, seria a matéria que o jornalismo sensacionalista tanto quer. Venderia mais jornais que o NY Times em setembro.
Se minha dor hoje se transformasse em musica eu tiraria muita gente de cena sem nunca pisar no palco do Faustão.
Se eu gritar pela janela do meu quarto exatamente agora e consegui canalizar toda a decepção que eu carrego comigo eu provoco um novo Tsunami no Japão e vai ter uns amarelos pendurados no Big Ben.
Como não posso, cigarro e a luz da lua.

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